Agile Weekend 2009 (Porto Alegre)

Agile Weekend 2009 Porto Alegre

Parabéns aos responsáveis pelo evento Agile Weekend 2009. O evento contou com palestras e discussões de alto nível. Abaixo relato algumas anotações das palestras que compareci.

“Os desafios da cultura Lean no desenvolvimento de software” (Daniel Wildt e Luiz Parzianello – GUMA/SUCESU-RS)

Iniciando a palestra lembrando da Filosofia da Toyota, chamou a atenção o relato do tempo médio de produção de um Celta da Chevrolet em cerca de 1′08”.

Algumas observações dos palestrantes:

  • TDD são muito bem aceitos e recomendados pois contribuem para a diminuição de erros
  • Desenvolver com foco == trabalhar em 1 projeto evitando multitarefas
  • Os testes devem estar no início do projeto, de preferência sendo feitos em pair programming

Destaque para o slide dos disperdícios da produção:

  1. Produção excessiva
  2. Estoque
  3. Processamento excessivo
  4. Movimentação excessiva
  5. Transporte
  6. Esperas
  7. Defeitos

Interessante o ponto focado no time trabalhando como time. Assim como no livro do técnico de vôlei Bernardinho – Transformando suor em ouro – onde também ressalta a importância de se ter um time com bons profissionais e  sem “estrelas”, sem “heróis”.

Uma analogia foi feita com o espetáculo Cirque du Soleil onde não se é dado destaque a um determinado ator e sua habilidade. Todos no Cirque du Soleil são capazes de executar a habilidade de outro integrante quando há a necessidade seja por lesão ou doença.

“Agilidade Alternativa com a Corrente Crítica” (Adail Retamal – Heptagon SP)

A palestra lembrou do Manifesto Ágil, da própria palavra AGILIDADE ser equiparada à habilidade para mudar e algumas boas práticas a serem lembradas:

  • Desenvolver com o pensamento e desejo de aumentar a probabilidade de reutilização
  • Planejar objetivos com entregas de sucesso
  • Garantir que os recursos necessários estejam disponíveis
  • Alinhar tarefas dependentes
  • Lembrar que as pessoas se comportam conforme são medidas

Demonstrou alguns conceitos de sua tese inserindo artifícios nomeados de Pulmão do Projeto onde no cronograma é removido 50% da segurança do projeto com no mínimo de 1/3 do tempo total.

“Anti-Práticas e Anti-Valores Ágeis” (José Peleteiro – Globo.com)

Lembrou das designações de um Scrum Master e do Project Owner no modelo SCRUM, de como geralmente acabam se comportando:

  • Scrum Master deve ser o facilitador e não apresentar-se como chefe do grupo
  • Product Owner dever estar preocupado com o produto e priorizar o que deve ser feito e não o como deve ser feito

Falou sobre o Scrum realizado na Globo.com, do horário fixo para o Daily Meeting e de alguns times estarem trabalhando em sincronismo em prol de um mesmo produto de forma incremental e iterativa.

Aboliu a comparação de pessoas serem chamadas de recursos.

“Como o Scrum mudou a forma da Borland entregar software” (Bruno Lichot – Borland)

O palestrante Bruno comentou que a Borland não possui um padrão para o tempo de um Sprint; cada Time, tem seu período próprio de Sprint; e que cada Sprint tem o objetivo de entregar uma versão executável (incremental e iterativo).

Uma interessante abordagem foi sobre o desenvolvimento de juntar o profissional de Tester com o Programador trabalhando em pair programming, após o Tester fazer o teste de uma funcionalidade, o Programador desenvolve para que o teste funcione.

Apresentou também a ferramenta desenvolvida para controle do Sprint: Borland Management Suite.

“A Agilidade está no ar – um case na Força Aérea Brasileira” (Alexandre Gomes, Bruno Pedroso e Renato Willi – SEA Tecnologia / DF)

Esta foi a palestra de destaque no domingo. A palestra abordou a diferença de cultura na forma de gerenciar um projeto dentro de um ambiente militar, onde a cultura é de imposição sem saber o porquê tem que ser feito. Comentaram que após demonstrar que através dos métodos ágeis conseguiam fazer entregas de sucesso de funções, ganharam a confiança e a credibilidade dos gestores militares e puderam ter melhores negociações de horários, formas de trabalhar, fazer cursos  e participarem de eventos.

Reforçaram a importância do uso do TDD.

Criaram alguns mantras para lembrarem aos integrantes do time a importância de certas ações como: fazer o TDD, manter o código limpo etc.

Para manter a visualização das etapas que já foram entregues, eles mantém a WBS do Projeto sob um contact e colorem sobre ele as etapas que terminadas.

Os Sprints são semanais e buscando iterar o produto.

Seguem um padrão de código ao ser desenvolvido.

Além de contarem e exibirem graficamente a quantidade de tarefas entregues, também geram o mesmo conceito para as entregas de funcionalidades.

Algumas Lições Aprendidas relatadas pelo grupo:

  • Horário flexível geralmente não é bem visto pelo cliente
  • A Rotatividade de integrantes do time é muito prejudicial
  • Quando o cliente viajava e ficava sem a comunicação com o time, os problemas aumentavam
  • É importante respeitar a cultura do cliente para que ele passe a respeitar a cultura do time

“Scrum feito com soluções simples e de baixo custo” (Luiz Faias Jr. – Bluesoft SP)

» link dos slides da apresentação

Como a metodologia Scrum tendencia a utilização de post-it, foi feita uma experiência na Bluesoft pintando uma parede com tinta imantada e prendendo as fichas das histórias e tarefas com mini-ímas.

Desenvolveram uma ferramenta chamada Trac para divulgar online as histórias desenvolvidas e de andamento.

Utilizam as cartas do Planning poker para Valor de Negócio das histórias.

São feitas semanalmente, uma reunião com objetivo de novidade técnica.

Utilizam o GIT para branch de cada tarefa executada.

Todos os desenvolvedores utilizam MAC.

“Métodos Ágeis x Gestão do Negócio” (Gustavo Casarotto – Metadados RS)

Iniciando a palestra com a frase: “O seu sucesso não depende só de você, depende de todos”, mostrou a importância de um time sempre se manter unido em prol de um objetivo; e que os feedbacks devem ser feitos na primeira oportunidade de serem feitos.

Ressaltou que, o que garante a satisfação do cliente não é 1, e sim uma sequência de bons resultados.

Fez a seguinte analogia mostrando que o cliente também precisa colaborar para que o resultado esperado seja entregue: “Do que adianta ter o melhor cabeleireiro do mundo, se o cliente fica mexendo a cabeça?”

“Agilizando seu Projeto de Software” (Bruno Pedroso – SEA – DF)

» link dos slides da apresentação

Defendeu a tese de que não se deve ser purista na metodologia, a preocupação com o Scrum by the book. Que se o time não estiver seguro para estimar, que procure colocar um objetivo agrupando as histórias e tarefas necessárias para seu cumprimento. Simplificar sempre que puder para conseguir medir e estimar melhor.

Fez analogia ao mestre de Capoeira, que durante o ensino, mostra aos alunos como os movimentos devem ser feitos.

Comentou que por experiência comprovada, um coach externo não funciona, quando não se tem um coach interno e próximo ao time não se tem o devido foco e comprometimento necessário.

“A Evolução dos Princípios Ágeis nas Normas do PMI” (Paulo Keglevich – PMI – RS)

Nesta palestra foi dado muito foco aos primcípios PMI e que segundo o palestrante, não considera a “melhoria contínua” dentro de um processo de desenvolvimento.

Assim que receber os links dos palestrantes de suas respectivas palestras, disponibilizarei aqui.

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